Projeto / Identidade visual · Hotelaria
Uma identidade para a BASALTO, desenvolvida entre a marca, os materiais e as suas aplicações.
Hotel de autor no Porto, instalado num edifício reabilitado, com trinta e dois quartos e um programa de restauração próprio.
Abrir num mercado onde metade dos hotéis novos comunica da mesma maneira: fotografia quente, tipografia serifada e a palavra “experiência” em todas as frases.
O basalto é a pedra da região, escura, porosa e fria ao toque. Em vez de contar uma história inventada sobre o edifício, deixámos que a identidade se comportasse como a pedra: pouca cor, muita textura, contraste forte entre o áspero e o polido.
Isso deu à marca a densidade que normalmente só vem com o tempo, sem fingir uma herança que não existe.
Território
O nome saiu do material antes de sair de qualquer lista. Curto, duro de dizer, com duas consoantes fechadas que o tornam fácil de reconhecer ao telefone.
Testámos o nome em três sítios onde ia ser dito em voz alta: reserva, receção e recomendação entre amigos. Foi o único da lista que sobreviveu aos três.
Identidade
O símbolo é uma coluna basáltica vista de topo — hexágono irregular, que nunca se repete exatamente igual entre aplicações.
A tipografia é uma grotesca de contraste baixo, usada em corpo grande e com espacejamento muito aberto nas etiquetas, para dar a sensação de silêncio que o hotel quer transmitir.
Imagem
A direção de fotografia impôs duas regras: nunca fotografar um quarto com pessoas e nunca usar luz quente artificial. O hotel é frio, e queríamos que parecesse.
Os pormenores — pedra, linho, metal escurecido — ocupam mais imagens do que os espaços inteiros, porque é o detalhe que comunica preço.
Abrimos com pessoas a perguntar há quanto tempo é que existíamos.